O próximo encontro do Projeto Saci-Pererê será para festejar o dia do folclore!!!
Você sabe quem é o Curupira, a Iara, a Mula-sem-cabeça, o Lobisomen, o Negrinho do Pastoreio? E o nosso queridíssimo, Saci-Pererê, o mais moleque de todos?
Sabe falar rápido algum trava-língua? E as adivinhas, conhece alguma?
Tudo faz parte do nosso folclore: as palavras se espalham, se falam, se combinam e nos divertem de montão!!
E também vamos a aprender a fazer Origami com Romina Goransky.
Nos dê uma colher de chá e venha participar!!
Para crianças de 2 a 12 anos
Quando?
Sábado 15 de Agosto às 15 hs.
Onde?
La Nube, Infancia y Cultura
jorge newbery 3537
Entrada:
$18 por criança (inclui merenda e materiais)
Adultos acompanhantes, não pagam.
Abraços,
Saci!!
30.7.09
20.7.09
14.7.09
Vacaciones de Invierno
Olá meninos e meninas!!
Chegaram as férias de inverno!! Um clima ideal para ler muito, desenhar, brincar e aprender coisas novas!
Estamos publicando uma história do folclore brasileiro, sobre um dos maiores e mais conhecidos mitos da nossa cultura. O fragmento que publicamos para que vocês leiam, sozinhos ou com a ajuda dos pais, é de um livro chamado O Saci (abaixo) de um grande autor brasileiro de obras infantis, Monteiro Lobato. Foi ele quem criou as histórias do Sitio do Picapau Amarelo. Também estamos publicando A Roupa do Rei (à esquerda, e abaixo do trava-língua).
Aquí, à esquerda, também tem uma brincadeira com as palavras, os trava-línguas. Tente dizer sem errar!! A idéia dessas brincadeiras e leituras é que continuemos escutando e lendo a língua portuguesa durante as férias. Desta vez, será de maneira virtual já que estas férias estão sendo muito compridas e gostosas, não é? Que bom que existe internet e que possamos usá-la para continuar em contato...
Você sabe o que é o folclore?
"O folclore é um conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou. O povo brasileiro conhece o Saci, dança capoeira, toma tacacá, tem medo de assombração, acredita que gato preto dá azar, canta Ciranda, cirandinha, brinca de passar anel, sabe que São Longuinho acha objetos perdidos, que Iemanjá é a Rainha do Mar e que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura...Mas se perguntarmos quem inventou tudo isso - os mitos, as histórias, as supertições, as danças, as cantigas, as comidas...- ninguém vai saber dizer. Porque não existe um autor para essas coisas. Elas são contadas e ensinadas oralmente, ou por escrito. Passaram do bisavô pro avô, do avô pro pai, do pai pro filho...E assim chegaram até nossos dias. Tudo isso faz parte do folclore brasileiro. Para conhecer uma pessoa, precisamos saber o que ela sente, de que gosta ou não gosta, o que pensa, o que sabe. O povo é como uma pessoa, para conhecê-lo melhor, precisamos conhecer o seu folclore"(Festas, o folclore do Mestre André).
O que vamos fazer?
Primeiro vamos ler a história O Saci, e depois tentem atuar como se fossem os ilustradores, os desenhistas do livro que teremos que publicar. Imaginem tudo o que acontece na história, como são os lugares, o que está acontecendo e como são as personagens que aparecem nela. Depois que imaginou, é só desenhar a parte que mais gostou. Pode ser mais de uma parte. Desenhe e coloque todos os detalhes que precisar. Quando gostar do resultado e estiver satisteito, pode dar por terminado. Capricha e bom trabalho!! Ah, use a técnica que você quiser, desde lápiz de cor, até collage, ou aquarela...
Fotografia
Depois de desenhado, peça a um adulto para tirar uma foto em alta resolução. Se você gosta de tirar fotos, aproveita e tira você mesmo. Depois é só enviar para projetosaciperere@gmail.com Vamos publicá-la no blog do Saci e também faremos uma exposição no La Nube, em Agosto, com os desenhos originais. Guarde eles até o nosso próximo encontro.
Não esqueça de colocar seu nome e sua idade.
Até mais!!
Saci-Pererê
Chegaram as férias de inverno!! Um clima ideal para ler muito, desenhar, brincar e aprender coisas novas!
Estamos publicando uma história do folclore brasileiro, sobre um dos maiores e mais conhecidos mitos da nossa cultura. O fragmento que publicamos para que vocês leiam, sozinhos ou com a ajuda dos pais, é de um livro chamado O Saci (abaixo) de um grande autor brasileiro de obras infantis, Monteiro Lobato. Foi ele quem criou as histórias do Sitio do Picapau Amarelo. Também estamos publicando A Roupa do Rei (à esquerda, e abaixo do trava-língua).
Aquí, à esquerda, também tem uma brincadeira com as palavras, os trava-línguas. Tente dizer sem errar!! A idéia dessas brincadeiras e leituras é que continuemos escutando e lendo a língua portuguesa durante as férias. Desta vez, será de maneira virtual já que estas férias estão sendo muito compridas e gostosas, não é? Que bom que existe internet e que possamos usá-la para continuar em contato...
Você sabe o que é o folclore?
"O folclore é um conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou. O povo brasileiro conhece o Saci, dança capoeira, toma tacacá, tem medo de assombração, acredita que gato preto dá azar, canta Ciranda, cirandinha, brinca de passar anel, sabe que São Longuinho acha objetos perdidos, que Iemanjá é a Rainha do Mar e que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura...Mas se perguntarmos quem inventou tudo isso - os mitos, as histórias, as supertições, as danças, as cantigas, as comidas...- ninguém vai saber dizer. Porque não existe um autor para essas coisas. Elas são contadas e ensinadas oralmente, ou por escrito. Passaram do bisavô pro avô, do avô pro pai, do pai pro filho...E assim chegaram até nossos dias. Tudo isso faz parte do folclore brasileiro. Para conhecer uma pessoa, precisamos saber o que ela sente, de que gosta ou não gosta, o que pensa, o que sabe. O povo é como uma pessoa, para conhecê-lo melhor, precisamos conhecer o seu folclore"(Festas, o folclore do Mestre André).
O que vamos fazer?
Primeiro vamos ler a história O Saci, e depois tentem atuar como se fossem os ilustradores, os desenhistas do livro que teremos que publicar. Imaginem tudo o que acontece na história, como são os lugares, o que está acontecendo e como são as personagens que aparecem nela. Depois que imaginou, é só desenhar a parte que mais gostou. Pode ser mais de uma parte. Desenhe e coloque todos os detalhes que precisar. Quando gostar do resultado e estiver satisteito, pode dar por terminado. Capricha e bom trabalho!! Ah, use a técnica que você quiser, desde lápiz de cor, até collage, ou aquarela...
Fotografia
Depois de desenhado, peça a um adulto para tirar uma foto em alta resolução. Se você gosta de tirar fotos, aproveita e tira você mesmo. Depois é só enviar para projetosaciperere@gmail.com Vamos publicá-la no blog do Saci e também faremos uma exposição no La Nube, em Agosto, com os desenhos originais. Guarde eles até o nosso próximo encontro.
Não esqueça de colocar seu nome e sua idade.
Até mais!!
Saci-Pererê
13.7.09
História do Folclore Brasileiro
O SACI
Nas cidades e nas roças, todo mundo tem medo de Saci. É um perneta muito safado que adora fazer estripulias nos terreiros das fazendas e assustar os animais no pasto. Pedrinho, que não tem medo de nada, conseguiu caçar um com a peneira e colocá-lo na garrafa, como ensinou um velho caboclo das vizinhanças. Mas logo devolveu a liberdade ao Saci e ficaram amigos. O Saci ensinou a Pedrinho os segredos da floresta.
O Saci é um negrinho de uma perna só, que usa carapuça vermelha, cachimbo na boca, com orelhas pontiagudas. Quando chega, se anuncia fazendo um rodamoinho e solta um assobio muito forte. “É um diabinho que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte: azeda o leite, quebra pontas das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos, bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra cima para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles. O saci não faz maldade grande, mas não há maldade pequenina que não faça" .Tio Barnabé, personagem do Sitio do Pica Pau Amarelo de Monteiro Lobato, escritor brasileiro
O Pedrinho teve o Saci preso na garrafa por uns dias. Mas aí, o Saci pediu que o soltasse para que pudesse mostrar-lhe a mata, e fazê-lo conhecer os mistérios e os animais que viviam nela. Ele falou de modo tão simpático e generoso que o Pedrinho reparou que o Saci, não era só aquele moleque diabinho que adorava fazer travessuras e deixar as pessoas nervosas... Percebeu que o Saci também era um grande companheiro, que podia ensinar o Pedrinho "ler" a mata para que aprendesse a se defender com esperteza dos sinais, barulhos que ela dava. Na floresta é assim, os mais fracos aprendem a se defender dos mais fortes, com esperteza, astúcia e inteligência. Quando o Saci foi solto pelo Pedrinho finalmente, propôs ao menino de ir andar pela floresta para conhecer seus mistérios. O Pedrinho estava com um pouquinho de medo, mas terminou aceitando, porque ele pensou: Na companhia do Saci, o mais esperto de todos, nada vai me acontecer!!
Sacizada
Então, o primeiro lugar que o Saci mostrou pro Pedrinho foi onde a sacizada nasce.
- É aqui, dentro desse bambuzal que se geram e crescem meus irmãos de uma perna só - disse o Saci. Quando estão crescidos eles furam o bambu e saltam fora. Repare quantos furos. Dentro deles havia um saci que já saiu.
O Pedrinho pediu que o Saci deixasse ele ver lá dentro dos bambus para ver os sacizinhos e o Saci, aceitando, fez o Pedrinho virar de costas para que ele não visse o modo em que ele furava os gomos.
- Posso espiar? perguntou Pedrinho.
- Pode, mas espia só com um olho, se espiar com dois o sacizinho acorda e joga nos seus olhos uma brasa do cachimbo.
- Que legal !! exclamou Pedrinho que pena que o pessoal lá de casa não está aqui para ver esta maravilha!!
-Chega! - disse o Saci. Vire-se de costas que já é hora de fechar a janelinha.
Nesse mesmo instante, um formidável miado de gato feriu seus ouvidos.
- É o jaguar!! - falou o Saci. – Vamos depressa trepar numa árvore porque ele está chegando.
Pedrinho, morrendo de medo, subiu na primeira árvore que viu.
- Nessa, não! - gritou o Saci. – É muito grossa; o jaguar treparia atrás de nós. Temos que escolher uma lisa e de troco fino. Aquela ali está ótima – concluiu, e apontou para uma árvore bastante alta e magrinha.
Subiram. Nunca em sua vida o Pedrinho subiu tão depressa em uma árvore! Pedrinho ajeitou-se numa forquilha da árvore, e ficou quietinho ao lado do Saci. Preparou-se para ver a fera sobre a qual vivia falando, mas não sabia muito bem como era. Ia ver a famosa onça-pintada.
O miado soou de novo, desta vez mais perto, e logo depois surgiu por entre as folhas a cabeça da formidável onça-pintada. Ela parou, farejou o ar e ergueu os olhos para a árvore. A onça pode ver o menino e o Saci lá em cima e soltou um rugido de satisfação, como quem diz: "Hum, achei o meu jantar!" e tentou subir a árvore. Vendo que isso lhe era impossível, sacudiu o tronco com tanta força que por um triz Pedrinho não veio abaixo. Mas não caiu, e a onça desanimada, resolveu esperar que ele descesse.
- Ela é capaz de ficar ali vários dias. Temos que inventar um jeito de assustá-la – disse o Saci.
Olhou ao redor como quem está com uma idéia na cabeça. Depois saltou de árvore em árvore até uma que estava cheia de grandes vagens. Pegou algumas delas e voltou com o Pedrinho.
- Abra as mãos e segure o pó que vou deixar cair. Disse o Saci.
Pedrinho esticou a mão em forma de cuia e pegou o pó que o Saci deu.
- Agora derrame esse pó de uma só vez para que caia na cara da onça.
Pedrinho se preparou em pé em cima da árvore, se concentrou e derramou, de uma tacada só, o pó amarelo.
Foi uma beleza aquilo!! Quando o pó caiu sobre os olhos da onça ela deu tamanho pinote que foi parar a cinco metros de distancia. Saiu correndo esfregando os olhos do ardor.
-Que diabo de pó é esse, amigo saci? - perguntou Pedrinho
- Isso se chama pó-de-mico. Arde nos olhos como pimenta e dá na pela uma coceira danada. Ela vai ficar ocupada se coçando um bom tempo.
Pedrinho finalmente desceu da árvore e riu da pobre onça, mas também orgulhoso de saber como se defender desses ataques selvagens.
- Pois assim é, disse o Saci. A lei da floresta é a lei de quem pode mais, ou por ter mais força ou por ser mais astuto. A astúcia é uma grande coisa na floresta. Está vendo aquele galhinho seco?
- Sim, um galhinho como outro qualquer - respondeu o menino.
- Pois está muito enganado, replicou o saci. Não é galho nenhum, e sim um bichinho que finge de galho seco para não ser atacado pelos inimigos.
Pedrinho não acreditava, mas cutucando o galhinho viu que ele se mexia. Ficou assombrado da esperteza.
- E aquilo? - perguntou o saci apontando para uma folha. Que parece aquilo?
Pedrinho viu que era uma folha, mas já estava ficando sabido da traição da floresta, piscou o olho pro Saci e disse:
- Dessa vez eu não caio. Parece uma folha, mas com certeza é um bichinho que se disfarça de folha.
E cutucou para ver se mexia. Mas a folha, não se mexeu.
- É folha mesmo, bobinho!! E o saci deu uma risada. - Ainda é muito cedo para você "ler" a mata, entender os seus significados. Um menino da cidade como você, entende tanto de natureza como eu de grego ou chinês.
Adaptação de um fragmento do livro O SACI, de Monteiro Lobato
Nas cidades e nas roças, todo mundo tem medo de Saci. É um perneta muito safado que adora fazer estripulias nos terreiros das fazendas e assustar os animais no pasto. Pedrinho, que não tem medo de nada, conseguiu caçar um com a peneira e colocá-lo na garrafa, como ensinou um velho caboclo das vizinhanças. Mas logo devolveu a liberdade ao Saci e ficaram amigos. O Saci ensinou a Pedrinho os segredos da floresta.
O Saci é um negrinho de uma perna só, que usa carapuça vermelha, cachimbo na boca, com orelhas pontiagudas. Quando chega, se anuncia fazendo um rodamoinho e solta um assobio muito forte. “É um diabinho que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte: azeda o leite, quebra pontas das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos, bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra cima para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles. O saci não faz maldade grande, mas não há maldade pequenina que não faça" .Tio Barnabé, personagem do Sitio do Pica Pau Amarelo de Monteiro Lobato, escritor brasileiro
O Pedrinho teve o Saci preso na garrafa por uns dias. Mas aí, o Saci pediu que o soltasse para que pudesse mostrar-lhe a mata, e fazê-lo conhecer os mistérios e os animais que viviam nela. Ele falou de modo tão simpático e generoso que o Pedrinho reparou que o Saci, não era só aquele moleque diabinho que adorava fazer travessuras e deixar as pessoas nervosas... Percebeu que o Saci também era um grande companheiro, que podia ensinar o Pedrinho "ler" a mata para que aprendesse a se defender com esperteza dos sinais, barulhos que ela dava. Na floresta é assim, os mais fracos aprendem a se defender dos mais fortes, com esperteza, astúcia e inteligência. Quando o Saci foi solto pelo Pedrinho finalmente, propôs ao menino de ir andar pela floresta para conhecer seus mistérios. O Pedrinho estava com um pouquinho de medo, mas terminou aceitando, porque ele pensou: Na companhia do Saci, o mais esperto de todos, nada vai me acontecer!!
Sacizada
Então, o primeiro lugar que o Saci mostrou pro Pedrinho foi onde a sacizada nasce.
- É aqui, dentro desse bambuzal que se geram e crescem meus irmãos de uma perna só - disse o Saci. Quando estão crescidos eles furam o bambu e saltam fora. Repare quantos furos. Dentro deles havia um saci que já saiu.
O Pedrinho pediu que o Saci deixasse ele ver lá dentro dos bambus para ver os sacizinhos e o Saci, aceitando, fez o Pedrinho virar de costas para que ele não visse o modo em que ele furava os gomos.
- Posso espiar? perguntou Pedrinho.
- Pode, mas espia só com um olho, se espiar com dois o sacizinho acorda e joga nos seus olhos uma brasa do cachimbo.
- Que legal !! exclamou Pedrinho que pena que o pessoal lá de casa não está aqui para ver esta maravilha!!
-Chega! - disse o Saci. Vire-se de costas que já é hora de fechar a janelinha.
Nesse mesmo instante, um formidável miado de gato feriu seus ouvidos.
- É o jaguar!! - falou o Saci. – Vamos depressa trepar numa árvore porque ele está chegando.
Pedrinho, morrendo de medo, subiu na primeira árvore que viu.
- Nessa, não! - gritou o Saci. – É muito grossa; o jaguar treparia atrás de nós. Temos que escolher uma lisa e de troco fino. Aquela ali está ótima – concluiu, e apontou para uma árvore bastante alta e magrinha.
Subiram. Nunca em sua vida o Pedrinho subiu tão depressa em uma árvore! Pedrinho ajeitou-se numa forquilha da árvore, e ficou quietinho ao lado do Saci. Preparou-se para ver a fera sobre a qual vivia falando, mas não sabia muito bem como era. Ia ver a famosa onça-pintada.
O miado soou de novo, desta vez mais perto, e logo depois surgiu por entre as folhas a cabeça da formidável onça-pintada. Ela parou, farejou o ar e ergueu os olhos para a árvore. A onça pode ver o menino e o Saci lá em cima e soltou um rugido de satisfação, como quem diz: "Hum, achei o meu jantar!" e tentou subir a árvore. Vendo que isso lhe era impossível, sacudiu o tronco com tanta força que por um triz Pedrinho não veio abaixo. Mas não caiu, e a onça desanimada, resolveu esperar que ele descesse.
- Ela é capaz de ficar ali vários dias. Temos que inventar um jeito de assustá-la – disse o Saci.
Olhou ao redor como quem está com uma idéia na cabeça. Depois saltou de árvore em árvore até uma que estava cheia de grandes vagens. Pegou algumas delas e voltou com o Pedrinho.
- Abra as mãos e segure o pó que vou deixar cair. Disse o Saci.
Pedrinho esticou a mão em forma de cuia e pegou o pó que o Saci deu.
- Agora derrame esse pó de uma só vez para que caia na cara da onça.
Pedrinho se preparou em pé em cima da árvore, se concentrou e derramou, de uma tacada só, o pó amarelo.
Foi uma beleza aquilo!! Quando o pó caiu sobre os olhos da onça ela deu tamanho pinote que foi parar a cinco metros de distancia. Saiu correndo esfregando os olhos do ardor.
-Que diabo de pó é esse, amigo saci? - perguntou Pedrinho
- Isso se chama pó-de-mico. Arde nos olhos como pimenta e dá na pela uma coceira danada. Ela vai ficar ocupada se coçando um bom tempo.
Pedrinho finalmente desceu da árvore e riu da pobre onça, mas também orgulhoso de saber como se defender desses ataques selvagens.
- Pois assim é, disse o Saci. A lei da floresta é a lei de quem pode mais, ou por ter mais força ou por ser mais astuto. A astúcia é uma grande coisa na floresta. Está vendo aquele galhinho seco?
- Sim, um galhinho como outro qualquer - respondeu o menino.
- Pois está muito enganado, replicou o saci. Não é galho nenhum, e sim um bichinho que finge de galho seco para não ser atacado pelos inimigos.
Pedrinho não acreditava, mas cutucando o galhinho viu que ele se mexia. Ficou assombrado da esperteza.
- E aquilo? - perguntou o saci apontando para uma folha. Que parece aquilo?
Pedrinho viu que era uma folha, mas já estava ficando sabido da traição da floresta, piscou o olho pro Saci e disse:
- Dessa vez eu não caio. Parece uma folha, mas com certeza é um bichinho que se disfarça de folha.
E cutucou para ver se mexia. Mas a folha, não se mexeu.
- É folha mesmo, bobinho!! E o saci deu uma risada. - Ainda é muito cedo para você "ler" a mata, entender os seus significados. Um menino da cidade como você, entende tanto de natureza como eu de grego ou chinês.
Adaptação de um fragmento do livro O SACI, de Monteiro Lobato
28.6.09
5.6.09
VIVA SÃO JOÃO!!

27 de junio - 15 hs.
Projeto SACI-PERERÊ y
SUOMI-KOULU Escuelita Finlandesa
Invitan a la gran
FESTA JUNINA!!!
JUHANNUS ¡!!
¡¡¡SAN JUAN!!
Día y Hora: Sábado 27 de junio a las 15 h.
(No se suspende por lluvia).
Horario estimado de finalización, 18 h.
Donde? La Nube, infancia y cultura
Jorge Newbery 3537 - Colegiales
(entre charlone y Av. Cordoba)
Entrada: $18 por niño
Adultos: $10 cada uno
Incluye: merienda para niños (pipoca y jugo) y quentão (para adultos)
Juegos: gratuitos + premios
Vestimenta: Traer algún detalle característico de los colonos y campesinos en la ropa de niños/as y adultos.
Habrá una mesa con algunas comidas típicas (brasileña y finlandesa) donde se pedirá una colaboración mínima de $1.
Consultas: projetosaciperere@gmail.com
El lugar tiene capacidad limitada.
Por favor, solicitamos nos confirmen su presencia enviándonos un e-mail.
Gracias!!
Un gran abuelo: Agradecemos enormemente la hermosa ayuda que nos da el Vovô Fernando desde Brasil. Los lindísimos adornos de la fiesta, se lo debemos a él. Obrigada, paizão!!
¡¡VIVA SAN JUAN!!! VIVA SÃO JOÃO!! JUHANNUS!!!
El Projeto Saci-Pererê y la Escuelita Finlandesa, invitan a todas las familias a compartir una de las fiestas más importantes de Brasil y de Finlandia, en un evento exclusivamente multi-étnico. Además de festejar a la “brasileira” también será a la “finlandesa” ya que un grupo de familias de ese país se integra y conmemoramos todos juntos su día de JUHANNUS en LA NUBE. Música en vivo (a cargo del grupo ILMA) y música sertaneja (en CD!!)
Recomendado para todos aquellos que quieran bailar, cantar, comer, jugar y divertirse!!!
Te esperamos!!
A las 15 hs empezamos: contamos sobre la fiesta, vamos al patio a jugar en la carpa de las latas, aros y pallazo, corrida do saco y do ovo, amarelinha (rayuela), elástico; muchos premios para ganar; bailamos la quadrilha, (traé a tu pareja!!); merendamos; y más juegos…
Algo de historia:
Las Festas Juninas son celebradas durante el mes de junio, por eso se llaman así. Antiguamente, en Europa, las fiestas eran paganas con fogatas y fuegos artificiales para espantar los malos espíritus. Al principio se festejaban en los campos y plantaciones del nordeste (donde la seca castiga la cosecha) originando los trajes típicos de “caipiras y sinhazinhas” (campesinos/as, colonos/as) con casamiento, discurso de padrinos, capillas decoradas, etc. Según la tradición, la fiesta junina consiste en celebrar los buenos resultados de la cosecha, y también pedir que el próximo plantío traiga buenos frutos. San Juan es el santo protector de las cosechas y se hace conmemorar con sus seguidores Santo Antonio y San Pedro. Estas fiestas están profundamente arraigadas en la cultura popular brasileña y con gran festejo en todo Brasil. Dada la extensión de ese país, cada región incluye sus comidas y danzas propias, pero nunca falta lo que las caracteriza: la fiesta familiar llena de juegos, y premios, el baile típico “quadrilha”, cantos y fogata, siempre acompañada de deliciosas comidas!!!
Las fiestas son conmemoradas en tres fechas principales, 13, 24 y 29 pero como el brasileño adora festejar, cualquier día es bueno para conmemorar!! Nosotros, elegimos el:
FOGATA, DANZA, JUEGOS, MÚSICA
La fogata de la fiesta junina representa la llama de la vida y bonanza. Además son utilizadas para calentar comidas típicas como: “canjica, curau y también quentão”, bebida hecha con vino propia para días de frío, condimentada con jengibre. La fogata, rodeada por los banderines, forma el típico ambiente de fiesta al aire libre.
La danza más conocida es la quadrilha. Además, hay otros tipos de danza que también animan la conmemoración, como por ejemplo el forró en el Nordeste, el cateretê en el Sudeste, el cururu en el Centro-Oeste, el vaneirão en el Sur y el boi-bumbá que enciende los festejos del Norte brasileño.
Se hace la quadrilha para agradecer la cosecha y homenajear a los Santos Antonio, Juan y Pedro. En ella siempre hay un guía que comanda la danza diciendo a las parejas qué deben hacer. La quadrilha empieza con las parejas posicionadas frente a frente. Los caballeros y damas se saludan, él busca a su pareja y enseguida hacen un gran paseo por el campo cultivado, la roça. Ese paseo presenta diversas interferencias marcadas por el guía, como "cuidado la lluvia” (y todos se deben tapar la cabeza), "cuidado la cobra" (deben saltar para escabullirse)… Esta danza llegó a Brasil durante el período colonial y tuvo gran éxito en la corte de Río de Janeiro, transformándose en un gran festejo y expresión popular. Al finalizar la quadrilha, las parejas se despiden y pasan a jugar las competencias y juegos que están preparados en cada carpa (carrera de la bolsa, carrera del huevo, pesca, etc.), comer, charlar y todo lo que se hace una fiesta. La música que está constantemente tocando es la gran protagonista. Los instrumentos que están presentes en las canciones con ritmo del forró, son los tambores, bongós, pauzinhos, guisos, reco-reco, berimbau, cackeckê, triângulos, etc.
Algunas letras:
Capelinha de Melão
João de Barros e Adalberto Ribeiro
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.
São João está dormindo,
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.
Atirei rosas pelo caminho.
A ventania veio e levou.
Tu me fizeste com seus espinhos uma coroa de flor.
Cai, Cai, Balão
Cai, cai, balão.
Cai, cai, balão.
Aqui na minha mão.
Não vou lá, não vou lá, não vou lá.
Tenho medo de apanhar.
Sonho de Papel
Carlos Braga e Alberto Ribeiro
O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.
Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.
Meu balão azul foi subindo devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar.
Pula a Fogueira
João B. Filho
Pula a fogueira Iaiá,
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.
Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.
Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.
Pedro, Antônio e João
Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
Com a filha de João
Antônio ia se casar,
mas Pedro fugiu com a noiva
na hora de ir pro altar.
A fogueira está queimando,
o balão está subindo,
Antônio estava chorando
e Pedro estava fugindo.
E no fim dessa história,
ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio,
que caiu na bebedeira.
Balãozinho
Venha cá, meu balãozinho.
Diga aonde você vai.
Vou subindo, vou pra longe, vou pra casa dos meus pais.
Ah, ah, ah, mas que bobagem.
Nunca vi balão ter pai.
Fique quieto neste canto, e daí você não sai.
Toda mata pega fogo.
Passarinhos vão morrer.
Se cair em nossas matas, o que pode acontecer.
Já estou arrependido.
Quanto mal faz um balão.
Ficarei bem quietinho, amarrado num cordão.
5.5.09
8 º encuentro
Sábado 16 mayo a las 16 hs,
en La Nube infancia y cultura (jorge newbery 3537).
Programación:
A las 16:00 h, puntualmente, damos inicio a una jornada de juegos típicos de Brasil, narración de cuentos y cositas para hacer con las manos y la imaginación. Siempre, hablando, escuchando y aprendiendo el portugués.
5 a 12 años
Contaremos:
La obra de Teatro Infantil más famosa de la literatura brasileña:
PLUFT, O FANTASMINHA, de la escritora Maria Clara Machado
por Paola Fonseca
Juguete:
Armado del Currupio, juguete típico del nordeste. Para hacerlo, cada niño debe traer dos botellas plásticas idénticas (500 o 600 ml).
por Thiago Bresani
2 a 4 años
A la misma hora, tendremos actividades especialmente programada para los más chiquitos.
Cuenta cuentos
por Debora Gutierrez y Luciana Duarte
Juguete
Para armar el Chocalho cada niño debe traer una botellita de yogur bebible vacía.
Entrada: $15 por niño.
*Adultos que acompañan, no pagan
*Incluye materiales, merienda y sorpresita!!
LOS ESPERAMOS!!
en La Nube infancia y cultura (jorge newbery 3537).
Programación:
A las 16:00 h, puntualmente, damos inicio a una jornada de juegos típicos de Brasil, narración de cuentos y cositas para hacer con las manos y la imaginación. Siempre, hablando, escuchando y aprendiendo el portugués.
5 a 12 años
Contaremos:
La obra de Teatro Infantil más famosa de la literatura brasileña:
PLUFT, O FANTASMINHA, de la escritora Maria Clara Machado
por Paola Fonseca
Juguete:
Armado del Currupio, juguete típico del nordeste. Para hacerlo, cada niño debe traer dos botellas plásticas idénticas (500 o 600 ml).
por Thiago Bresani
2 a 4 años
A la misma hora, tendremos actividades especialmente programada para los más chiquitos.
Cuenta cuentos
por Debora Gutierrez y Luciana Duarte
Juguete
Para armar el Chocalho cada niño debe traer una botellita de yogur bebible vacía.
Entrada: $15 por niño.
*Adultos que acompañan, no pagan
*Incluye materiales, merienda y sorpresita!!
LOS ESPERAMOS!!
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